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Achille Arantes
Comentário ·
há 11 anos
Zezinho e a meritocracia
João Paulo da Cunha Gomes
·
há 11 anos
"...Nem é preciso repetir que Zezinho é o braço direito do patrão.
Zezinho não se importa com o baixo salário que recebe. Na verdade, ele quer ser agrônomo, este é o seu maior sonho..."
Quer dizer, Zezinho é otário, pois não negocia com o patrão a devida compensação pecuniária por sua competência. Outra opção seria procurar alguém disposto a pagar o que ele acha que seu trabalho vale (não precisa se demitir enquanto não encontrar.
"Assim sendo, Zezinho tem esperança de que, no futuro, seu conhecimento prático, que o coloca em igualdade de capacidade com qualquer profissional formado, lhe retorne uma vida melhor, mais justa. Zezinho nada deve em conhecimento a qualquer agrônomo. Aprendeu tudo que sabe com a vida."
Quer dizer: para quê cursar faculdade se você não vai aprender nada de novo no curso. Tudo pode ser aprendido de forma prática mesmo né?
Particularmente sou contra os feudos criados pelos órgãos de classe (posicionamento adotado recentemente), pois limitam o exercício profissional de pessoa que se qualifique por autodidatismo e por outros cursos que tenham afinidade. Porém chega a ser um acinte o desprezo pela educação formal exposta no texto.
Se eu estivesse na situação do Zezinho eu tentaria convencer o patrão a bancar meu curso de agronomia (é possível, desde que o fazendeiro também ganhe com o seu investimento).
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Perfil Removido
Comentário ·
há 11 anos
Zezinho e a meritocracia
João Paulo da Cunha Gomes
·
há 11 anos
Curiosamente, desde o início da história, pela imagem e pelo título, eu já tinha certeza da conclusão e do raciocínio a que a historinha levaria: o pobre garoto sonhador que, por falta de oportunidades, não chega onde quer.
Desculpe-me, mas o tempo que alguém tem para ir à escola à noite, desde que se esforce e aproveite este tempo, é suficiente para passar em um bom vestibular, sim.
Aliás, o que mais há no Brasil é oportunidade, basta procurar.
O valor pago ao trabalhador é uma questão de mercado = oferta x procura, e afirmar que o empregador é explorador porque paga pouco a alguém que não é preparado é um absurdo. Sabem por que é pago tanto para empregados braçais na Europa? Porque quase não há quem exerça tais trabalhos, ou seja, falta oferta.
Quase todas as pessoas mais antigas tiveram que fazer o que Zezinho faz na história: trabalhar bastante para sustentar a si e à família. Isto engrandece o ser humano.
Tudo a seu tempo.
Se Zezinho permanecer firme em seu sonho, em 2 ou 3 anos passará facilmente no vestibular que quer. Com preparação acadêmica (mesmo em curso), ele será inserido em um mercado de trabalho bem mais promissor.
A desigualdade sempre houve, há e sempre haverá. Há quem trabalhe de forma braçal e há quem trabalhe intelectualmente. Isso não é demérito e não demonstra que alguém obteve mais ou menos sucesso na vida.
Paga-se um preço diferente para cada escolha na vida.
Ainda é muito melhor do que o socialismo, sistema no qual a possibilidade de ascensão é simplesmente zero, o empregado é subjugado ao Estado (governo) e deve se conformar que sempre o será.
Em Cuba (país socialista, onde há oportunidades - ironia -) as coisas são tão boas que uma pessoa que por anos estudou medicina vem para o Brasil ganhar 2 mil reais e se sente milionário.
Apesar de qualquer coisa, respeito a posição dos idealistas socialistas, mas jamais irei comungar de tal ideia.
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Rodrigo Zveibel
Artigo ·
há 12 anos
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